Quanto tempo perdemos na vida fazendo coisas que não nos fazem bem, apenas vamos levando do jeito que dá pra levar, no final nos damos como recompensa diversões que em nada nos preenchem o nosso vazio. A semana termina, o fim de semana nos alivia, e depois tudo recomeça. No final do mês recebemos nosso salário, nos damos mais presentes que não somam em nada na nossa vida, o salário acaba, e o restante do mês fazemos de novo coisas das quais não gostamos, e continuamos assim até o dia da aposentadoria ou morte.
Na verdade não precisa ser assim. E não é pra ser assim. Não acredito que quando Deus nos criou e nos deu a vida tenha sido para ser assim. Simplesmente nadamos contra a corrente dos nossos sonhos, vamos contra ao que pede a nossa alma.
Temos uma missão de vida, um propósito, nascemos com uma finalidade, mas nos esquecemos disso quando vamos crescendo e nos permitindo que energias tóxicas invadam o lugar dos nossos sonhos, muitas vezes nem nos lembramos mais deles, somos levados a acreditar que a vida é só isso e que não adianta desejar e lutar para que seja diferente. Apenas achamos mais fácil nos acomodar, e nos acomodamos.
Precisamos, então, preencher nossas vidas com bebida, diversão, noitadas, amores não correspondidos, porque na verdade o que fazemos é fugir de nós mesmos, não suportamos encarar a verdade de que fracassamos e cedemos à pressão de não viver os nossos propósitos.
Somos parte de uma máquina, mas não a do sistema. Fomos inseridos no sistema e contribuímos para o funcionamento dele, entretanto o sistema do qual verdadeiramente fazemos parte é o sistema do Universo. Somos parte essencial para a sua homeostase, seu equilíbrio e harmonia. Contribuímos vivendo os sonhos da nossa alma, a essência dela. Quando nos afastamos do propósito para o qual nascemos, somos infelizes e buscamos formas de preencher esse vazio no qual nos permitimos estar: vivendo a profissão que não queremos, presos a religiões e dogmas que não fazem sentido, presos em relacionamentos doentios ou que não nos fazem felizes. Tudo isso porque não nos lembramos do para quê nascemos.
Estamos apenas levando a vida como dá pra levar, esperando ansiosamente pelo fim de semana, pelo fim do mês, pelas férias.
Até quando vamos continuar a fazer isso com nós mesmos? Nos agredindo e agredindo a nossa essência, que é a nossa parte divina?
O que é viver? O QUE É VIVER DE VERDADE?
Não precisa ser do jeito que tem sido a vida toda até a morte. NÃO.Não nascemos pra isso. Vamos acordar, despertar dessa matrix e fazer uma vida diferente. Felicidade não está no fim de semana, nas férias e no salário no final do mês. Felicidade está em despertar para vivermos o que nascemos para viver. Viver o propósito da nossa alma. O segredo está em descobrir a resposta para essa pergunta: O que eu nasci para viver?
Se pergunte isso. namaste.
Um comentário:
Gostei da abordagem. Parabéns!
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